Quando era miúda, lembro-me bem da minha predilecção pela cor rosa. Tudo era rigorosamente escolhido em função do tão amado rosa, sem esquecer peças de vestuário, roupas das bonecas e até imagine-se rebuçados! Como toda a gente adorava essa minha predilecção! Decerto consideravam que além de me assemelhar a uma bonequinha rosa ou mesmo uma princesinha, era também de certo uma cor muito apropriada para uma menina!
À medida que fui crescendo, depressa fui-me apercebendo que os valores, maneiras e gostos tinham de ser adaptados à idade que ia tendo. Por estas e por outras, e de baralhação em baralhação, cheguei a um ponto da minha vida, que já não sabia, qual “afinal” era ou “deveria ser “a minha cor preferida! Curiosamente, conjugando os saberes herdados do Reiki, meditação e Feng Shui, percebi que cada cor tem um significado real e uma linguagem muito própria! Tal e qual a linguagem do trânsito, ou a numerologia! Diferente pois e restrito igualmente! Mas lindo e bem arrojado!
A partir da interiorização desse “conhecimento”, a paleta de cores, tomou-se num grande, especial e real significado, acabando mesmo por dar-me lições de vida com uma “fantástica compreensão” da percepção do carácter e bloqueios das pessoas.
Com a cor vermelha, fiquei fascinada por se tratar de um centro da sobrevivência; da expressão criativa; do verão; do sul e do fogo; da concessão de segurança; e mesmo ligação à terra com as raízes de cada ser. Quanto à cor laranja, simboliza o sexual; a curiosidade; emoções; gosto pela arte e relações afectivas. Por sua vez, o amarelo, é mais o centro da sabedoria; poder pessoal; a terra; o centro e os anos da adolescência. Já o verde é a cor da primavera; dos nascimentos e da primeira infância sendo magnifico em quatros de crianças e jovens. Representa ainda o coração e o amor incondicional com a função de nos facilitar amar inteiramente e sem imposições. O azul-turquesa, toca mais o sector da comunicação e da purificação. O azul-escuro, simboliza mais o conhecimento psíquico; intuição e sentidos. Violeta é por excelência uma cor da transformação e transmutação, permitindo o estímulo da natureza espiritual e intuitiva. O branco, mistura de todas as cores, simboliza o Outono, os gloriosos anos adultos, sendo óptimo nos aposentos de pessoas maduras. O preto, que prima pela ausência clara da cor, a velhice. Utilizado insistentemente na indumentária de adolescentes denota “revolta” e até o “não quer ser igual aos seus progenitores”. Quanto ao meu amado rosa, orgulhosamente, percebi que simboliza a paixão; amor e carinho e que as pessoas que o elegem são normalmente pessoas muitos apaixonadas pela vida. Feliz pela acertada escolha na minha meninice, compreendi não só a sensibilidade que uma criança pode transportar, como igualmente a principal componente guiadora da minha vida: a paixão.
Reparem pois nas cores que cada um usa... Parem e pensem um pouco! Percebam como é possível entender melhor o seu carácter, sentir e até inclusive, compreender melhor outros semelhantes, mesmo mais do que eles próprios imaginam... Assim, quando alguém referir que não gosta de determinada cor, poderá de certo significar problemas em determinadas áreas da vida, e até a não aceitação de algo. Decerto e para seu bem, deverá “trabalhar” essa “tonalidade” no sentido de uma maior aceitação do seu ser e do seu EU!
Não se esqueçam, pois, de pensarem nisto tudo carinhosamente e de ter a certeza que o melhor mesmo é não se fazerem julgamentos...

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