sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

VIII

Quando era miúda, lembro-me bem da minha predilecção pela cor rosa. Tudo era rigorosamente escolhido em função do tão amado rosa, sem esquecer peças de vestuário, roupas das bonecas e até imagine-se rebuçados! Como toda a gente adorava essa minha predilecção! Decerto consideravam que além de me assemelhar a uma bonequinha rosa ou mesmo uma princesinha, era também de certo uma cor muito apropriada para uma menina!

À medida que fui crescendo, depressa fui-me apercebendo que os valores, maneiras e gostos tinham de ser adaptados à idade que ia tendo. Por estas e por outras, e de baralhação em baralhação, cheguei a um ponto da minha vida, que já não sabia, qual “afinal” era ou “deveria ser “a minha cor preferida! Curiosamente, conjugando os saberes herdados do Reiki, meditação e Feng Shui, percebi que cada cor tem um significado real e uma linguagem muito própria! Tal e qual a linguagem do trânsito, ou a numerologia! Diferente pois e restrito igualmente! Mas lindo e bem arrojado!

A partir da interiorização desse “conhecimento”, a paleta de cores, tomou-se num grande, especial e real significado, acabando mesmo por dar-me lições de vida com uma “fantástica compreensão” da percepção do carácter e bloqueios das pessoas.

Com a cor vermelha, fiquei fascinada por se tratar de um centro da sobrevivência; da expressão criativa; do verão; do sul e do fogo; da concessão de segurança; e mesmo ligação à terra com as raízes de cada ser. Quanto à cor laranja, simboliza o sexual; a curiosidade; emoções; gosto pela arte e relações afectivas. Por sua vez, o amarelo, é mais o centro da sabedoria; poder pessoal; a terra; o centro e os anos da adolescência. Já o verde é a cor da primavera; dos nascimentos e da primeira infância sendo magnifico em quatros de crianças e jovens. Representa ainda o coração e o amor incondicional com a função de nos facilitar amar inteiramente e sem imposições. O azul-turquesa, toca mais o sector da comunicação e da purificação. O azul-escuro, simboliza mais o conhecimento psíquico; intuição e sentidos. Violeta é por excelência uma cor da transformação e transmutação, permitindo o estímulo da natureza espiritual e intuitiva. O branco, mistura de todas as cores, simboliza o Outono, os gloriosos anos adultos, sendo óptimo nos aposentos de pessoas maduras. O preto, que prima pela ausência clara da cor, a velhice. Utilizado insistentemente na indumentária de adolescentes denota “revolta” e até o “não quer ser igual aos seus progenitores”. Quanto ao meu amado rosa, orgulhosamente, percebi que simboliza a paixão; amor e carinho e que as pessoas que o elegem são normalmente pessoas muitos apaixonadas pela vida. Feliz pela acertada escolha na minha meninice, compreendi não só a sensibilidade que uma criança pode transportar, como igualmente a principal componente guiadora da minha vida: a paixão.

Reparem pois nas cores que cada um usa... Parem e pensem um pouco! Percebam como é possível entender melhor o seu carácter, sentir e até inclusive, compreender melhor outros semelhantes, mesmo mais do que eles próprios imaginam... Assim, quando alguém referir que não gosta de determinada cor, poderá de certo significar problemas em determinadas áreas da vida, e até a não aceitação de algo. Decerto e para seu bem, deverá “trabalhar” essa “tonalidade” no sentido de uma maior aceitação do seu ser e do seu EU!

Não se esqueçam, pois, de pensarem nisto tudo carinhosamente e de ter a certeza que o melhor mesmo é não se fazerem julgamentos...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

VII


Ainda percorrendo a senda da diferença e de mudanças iniciada na crónica anterior, pensemos hoje em alguns aspectos da nossa vivência: o emprego, a alimentação, os amigos, a família e os pais.

Se mudamos de emprego ou o perdemos, o pânico instala-se. Não queremos saber se será um sinal para crescermos, para nos compreendermos ou para nos percebermos se a nossa escolha terá sido a melhor.

Se mudámos o nosso regime normal para o vegetarianismo, o apanágio de grilo aparece e o desconhecimento baila em nosso redor. Gostos alteram-se, bem como princípios e valores baseados e assentes agora na natureza e seus ensinamentos e ideais, nem que seja “manter os bichos vivinhos da costa”. Afinal, talvez não interesse perceber que essa mudança pode revelar maior crescimento espiritual e que puros princípios humanistas se estão a elevar.

Se o nosso relacionamento com os amigos é diferente, tendo ficado para trás muitos deles, em vez de revoltarmo-nos, o melhor mesmo é deixarmos que “eles” se vão, simplesmente porque o seu tempo de permanência connosco chegou ao término. Lembrem-se sempre que não é forçoso que todas as pessoas que passaram nas nossas vidas tenham de nos acompanhar até ao fim dos vossos dias. Cada um teve um papel importante, e se insistirmos fervorosa e sofregamente na “perda de amigos”, não chegaremos a perceber que “a madeira velha é para abater”...e quem sabe?...se não terá chegado altura para darmos espaço para outras e novas amizades? Afinal, para uma melhor compreensão desta situação, basta olhar uma árvore que no Outono perde as suas folhas, mas na Primavera seguinte, novas, frescas e verdes folhas tornam a brotar! Mais uma vez, a natureza é sábia!

Se a família deixou de nos compreender, talvez o nosso caminho seja diferente do deles, ou simplesmente o crescimento que eles quiseram atingir esteja estabelecido. Ao resistirem à mudança, não percebem que o seu intelecto não pretende evoluir mais e muito menos discernir que o dos outros podem ter essa necessidade premente e urgente!

Se o relacionamento com os pais é explosivo, tenham calma! Pertencem a outra geração e as preocupações são sempre inerentes à segurança dos filhos.

Batalhem pois pelo vosso lugar, pelas vossas necessidades e confiem naquilo que querem, pois é a força mais universal de se poder ser feliz de forma mais plena. Depois... ninguém disse que as mudanças eram fáceis! Podem sim, tornarem-se mais vantajosas e isso só compete a cada um de nós visualizar e perceber isso... A este propósito, Louise L’Hay refere no seu livro “Pode curar a sua vida”, conselhos precisos e sábios: “Eu sou o poder no meu mundo. Eu fluo o melhor que posso com as mudanças que ocorrem na minha vida. Eu aprovo-me a mim mesma e a forma como eu estou a mudar. Estou a fazer o melhor que posso. Cada dia é mais fácil. Alegro-me por estar no ritmo e no fluxo da minha vida sempre em mutação. Hoje é um dia maravilhoso. Escolho fazê-lo assim. Tudo vai bem na minha vida”

Não se esqueçam, pois, de pensarem nisto carinhosamente e de ter a certeza que o melhor mesmo é não se fazerem julgamentos...