segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

VI


“Resistência à mudança” será o tema de hoje. Como todos nós sabemos, no decorrer da nossa vida, vamo-nos deparando sempre com situações novas e diferentes. Muitas vezes, temos dificuldades em reagir e outras, de discernir qual o melhor partido tomar. Também e face às diversidades e à dificuldade em torneá-las, é por demais comum e vulgar ouvir-se “Não mereço mesmo nada de bom. Sou mesmo um desgraçado. Eu não valho nada”. Porquê, não pensar antes “se ultrapassar mais este obstáculo, ficarei mais forte e viverei de um modo diferente e melhor”?

Infelizmente, a lamentação e a negatividade são uma constante no nosso mundo, na nossa sociedade, e os meios de comunicação inquestionavelmente contribuem bem para o reforço desse cenário. É só pensarmos na televisão e no seu telejornal: a predominância de assuntos maus, desastres e criminalidade, não ajuda muito na libertação de pensamentos positivos sobre cada um de nós, dos outros e da vida em geral. “Cada um” é pois, o início do começo, porque é mesmo por aí que se têm de começar: no “EU”. Só com este Eu fortalecido, saudável e crente das suas capacidades, amando-se e aceitando-se tal como ele é, é que passará a ter condições para amar os outros. Perceber até onde vai o amor-próprio, onde começa a auto-piedade, o conformismo e a solidão, são um “jogo” por demais vital. “Saber” procurar as respostas dentro do nosso coração, na nossa alma, é igualmente um “truque” sábio com a função principal de eliminar muitos dissabores.

Inquestionavelmente, para nos melhorarmos, é fundamental a consciência que “Cada um de nós é responsável pelas suas próprias vivências” e que “Cada pensamento que concebemos contribui para a construção do nosso futuro”. Por isso, pensamentos positivos serem sempre tão convenientes em todas as questões da vida... vida essa que nunca é paralisante, estática ou desinteressante, porque cada momento que passa pode ser novo e fresco. E é com essa consciência presente, que por vezes é necessário e imperioso largar passados dolorosos, perdoar todas as pessoas, incluindo nós próprios... Pois caminhar em frente é preciso!... E depois.... “A auto-aprovação e a auto-aceitação no momento presente são as chaves para alterações positivas” e quem sabe... poderemos mesmo deixar de criar as chamadas “doenças” do nosso corpo!

Não se esqueçam, pois, de pensarem nisto tudo carinhosamente e de ter a certeza que o melhor mesmo é não se fazerem julgamentos...

domingo, 2 de dezembro de 2007

V


Meditar, meditação, são palavras cada vez mais usuais no nosso vocabulário e cada vez mais em voga! Ainda bem! E porquê? Simplesmente porque remete-nos a outras crenças e princípios.

É engraçado, que isso me faz lembrar que certo dia na conversa com um conhecido meu, comentávamos a necessidade de cada vez mais as pessoas querem encontrarem-se consigo mesmas e com a aparente “enchente” de pretensos artistas. Dizia a esse propósito o tal meu conhecido – É verdade que cada vez mais existem pessoas que pintam, que escrevem, que cantam, enfim que se encontram nos meandros da arte! Há tantos pintores que por certo é fácil pintar, e escritores... já são quase uma banalidade! Afinal, todos conseguem pintar, escrever, cantar!

Sendo uma pessoa de convicções, este conceito levou-me a navegar e inquirir vários pensamentos. Se na realidade, existem mais pintores, mais escritores, mais cantores, não será porque as pessoas quererão comunicar de um modo diferente, simplesmente porque deixaram de se fazer ouvir de outras formas mais triviais? Não será essa necessidade premente cada vez mais vitalmente importante? Não será que as pessoas não andam a sentir-se fartas desta “vidinha” e que procurem outras vias alternativas de se exprimirem? Não será que se tratará de uma outra fase, outro ciclo a iniciar-se na comunicação entre os humanos? Não será que em vez de se banalizar qualquer forma de arte, deva-se antes acreditar em possíveis “ventos de mudança”, a que a “meditação” se une em perfeita união e harmonia?

Sem dúvida que tudo é de se tomar em linha de conta e de se realçar. Afinal, a comunicação e evolução são processos precisos e poderosíssimos que nunca devemos subestimar! Agora, também é verdade que podemos completar tudo isto à luz de outros indícios, outros processos e outras necessidades... Assim, preferencialmente sentados, com um meio envolvente calmo e propício, fechem os olhos. Não precisam de pensar em nada específico, nem se importem com ideias a dançar em vosso redor aparentemente confusas. Se não pensarem em nada, melhor ainda. É da maneira que o vosso cérebro pára... e é nesse “descansar” que se pode oxigenar e providenciar um renovar satisfatório de ideias e pensamentos... Se gostarem do “exercício”, passem a fazer mais vezes, de forma contínua e diária. Verão o quanto pode ser a meditação milagrosa na vossa vida, premiando generosa e gratuitamente cada um de vós com uma maior paz e harmonia interior e… imaginem,... Ainda por cima não tiveram que despender um só tostãozinho... sim, porque afinal, nem tudo se vende nos supermercados! Incontestavelmente a paz e a harmonia não são de todo vendáveis, tal como o verdadeiro dom para pintar, escrever, ou cantar,... E sem cópias ou banalidades... Incrível, não é mesmo? É como cada um de nós: “incrível”!

Não se esqueçam, pois, de pensarem nisto carinhosamente e de ter a certeza que o melhor mesmo é não se fazerem julgamentos...

domingo, 4 de novembro de 2007

IV

Hoje, vamos iniciar com a afirmação “no meu interior estão todas as respostas que eu necessito para uma vida feliz e próspera”. Ousemos pois, ter a veleidade de cada ser individual se ouvir mais e menos os outros! Em bem verdade, só nós mesmos é que podemos avaliar e saber com verdadeira autenticidade o que é melhor e o que mais desejamos para a nossa vida! Nós e só nós! E para tal há que ter em conta que tudo começa pela nossa auto-estima! É ela que devemos mimar com todo o cuidado, tal como de um recém-nascido se tratasse ou simplesmente um pequeno botão de rosa a florir! Pretende que ambos gozem de boa saúde, sejam vigorosos, belos e felizes, não é mesmo? Então, olhem como fariam nesses casos e... pensem... porque não fazer o mesmo ao «meu» mais recôndito «eu», e à minha velha auto-estima?

Acreditar em nós, pode e opera verdadeiros milagres na nossa vida e em tantos factores como os pretendidos. No entanto, é bem provável que muitos até se tenham esquecido que têm uma auto-estima, mesmo que seja baixa e que é esta que nos conduz e realmente nos acompanha pela vida fora. Acreditem que é o companheiro mais fiel e antigo que alguma vez vão ter na vossa vida!

Agora, se por instantes olharmos para a questão de outro modo... reflictam como cada um de vós actua com o vosso ente-querido que conhecem à mais tempo! Amam-no tal como ele é? Faz parte da vossa vida há tanto tempo que provavelmente nem saberiam viver sem ele? Como têm alimentado esse relacionamento? Para início de reflexão, tenham em conta que se têm um relacionamento tão antigo é porque o alimentam e regam com uma dose considerável de amor, tal como fariam com o tal recém-nascido, ou o tal botão de rosa a florir, não é verdade? Então, porque não fazerem o mesmo com a extensão mais profunda do vosso ser – a vossa auto-estima? Acham que não são merecedores o suficiente? Esperem… eu respondo por vós… sim são merecedores de tudo de bom o que desejarem e como o desejarem! É claro que não acontece de um dia para o outro e por vezes até pode durar vários meses, mas por outro lado, o que têm a perder? Uma vida mais aprazível por certo!

Reparem que o que estiver injectado nos vossos conceitos, eles vão-se reflectir na vossa auto-estima como um poderoso ricochete. Se acreditarem que são bons, bonitos, amáveis, a vossa energia imanada é poderosa num fluxo positivo e frutos bons acontecerão quando menos estiverem à espera... Agora quanto ao inverso deste cenário, o que o universo vós poderá dar, a não ser magoas, ressentimentos e desilusões? Bem-aventuradas, pois as pessoas que acreditam que são capazes de superar, vencer e conseguir tudo o que sempre desejaram! Ao contrário do que normalmente se pensa, não são convencidas, apenas realistas e crentes do seu valor! E é essa crença e força que as sustenta, dá valor e as faz crescer!

Acredito que na verdade, todos nós procuramos a felicidade plena. Por isso, não posso deixar de lamentar o continuado “desperdício” que cada um de nós vota muitas das vezes as suas capacidades, refugiando-se num “não sou bom o suficiente” ou num “os outros são bem melhores do que eu”! Faz-me lembrar-me que cada triunfo que Portugal consegue, comentários fervorosos surgem tais como “afinal, podemos ser tão bons como outros países”! Acham mesmo que tal poderá ter lógica? Não podemos ser, porque de facto nós já somos bons, nós já somos os melhores... E isso sim é que faz uma nação prover de “fertilizante” para crescer, crescer e na melhor direcção possível. E quanto a cada peculiar ser, o mesmo é igualmente válido, com a vantagem que neste caso é só um pensante que tem de se adaptar e melhorar, melhorar, até ultrapassar os limites do céu… e acreditem... que também isso é possível!

Não se esqueçam, pois, de pensarem nisso carinhosamente e de ter a certeza que o melhor mesmo é não se fazerem julgamentos...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

III

Hoje, nesta crónica, vamos “aflorar” questões inerentes ao “bem viver”, à “vida” com alma e espírito!

Iniciemos com o nosso quer, o nosso desejo, a nossa libertação, o viver melhor e em maior abundância de felicidade, primeiro connosco, e depois... é só esperar para irradiar à nossa volta, para os outros, para a sociedade, para o mundo...

Depois,...apercebendo-nos de que a alma é o que sente e que o espírito o que sabe. Com essa consciência presente em cada um de nós, libertem-se... e vivam intensamente cada minutinho que a vida presenteia cada um de nós. Quanto ao viver,... bem..., é de facto a questão talvez mais importante de todas. A consciência de como se vive, porquê é que se vive e com quem, são talvez os trunfos mais importantes para nos sentirmos bem connosco próprios, estáveis, pacientes e sabedores.

Deste miúda que me lembro de ouvir várias achegas populistas, que consoante o momento serviam ou deviam servir para perceber a razão da lógica de se viver. “ A vida nem sempre é o que nós queremos”; “dá tempo ao tempo”; “o que é teu à tua mão vem parar”, são bem o exemplo desses apanágios. Depois,... Rapidamente percebi que para ser de facto verosímil, tinha de acreditar no que dizia. E o tempo? … Esse passou e continuou a passar! Até que… comecei a duvidar, questionar e sem confiar! E aí… depressa me apercebi que “tinha de ver para crer”.

Sei bem que isto não é apenas comum a mim, mas a dezenas de milhares de pessoas. A viagem ao interior de qualquer ser humano, é pois decerto, penosa e pode bem demorar mais tempo do que se pretendia, mas é sem dúvida preciosa para a compreensão da vida com um aproveitamento positivo e uma amplitude maximizada. Também é a única que dá sentido e enche em plenitude as achegas populistas referidas. Se a vida nem sempre é o que queremos, se calhar, é porque podemos ainda não termos descoberto o que melhor se encaixa a nós, ou simplesmente porque ainda não chegou a altura certa... mas talvez apenas a altura de experiências para mais tarde chegarmos lá mais fortes e bonitos. E é aqui que “dar tempo ao tempo” pode ser uma prova penosa e inultrapassável. Cansados de penar, sofrer, pouca realização e alienados pela “depressa” da “busca da felicidade”, um instante só, um passo mais apressado, um passo mais descontrolado…E tudo pode ficar vetado, bloqueado, … causando retrocessos inimagináveis… causando retrocessos complicados! Sem entender, o que “é teu, à tua mão vem parar”, revoltas podem surgir. Não entendem que calma, paz, harmonia são indispensáveis... não entendem que o que se é hoje, é o acumular dos actos do passado...

Tentem pois lembrar-se que se não têm certeza de como actuar; do que fazer e de como deixarem de se sentir encurralados, não desesperem! Pensem que talvez não tenha mesmo chegado a altura certa de agir, ou então reflictam muito e bem! Não tenham medo de escutar a vossa voz, a voz do vosso interior, aquela que guia sem nunca nos enganar, a voz da centena divina de cada um de nós...

E depois..., não se esqueçam de ficar sempre acompanhados com a certeza que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos...

sábado, 6 de outubro de 2007

II

Feita a introdução desta crónica no número anterior, alinhem as vossas sensibilidades e libertem-se de receios no despertar de novos caminhos, mundos e realidades.

Comecemos por pensar no que geralmente a palavra “esoterismo” causa às pessoas: - Histeria? Fraseado estranho? Medo? Ou desconhecimento profundo? Se nos lembrarmos das concepções banais de que o esoterismo é o ensino ou doutrina reservada a discípulos e iniciados, depressa nos ocorre que é sinónimo de ocultismo, aplicado à magia e artes divinatórias. É pois verdade! A sociedade tem tudo preparado, até na própria concepção do significado da palavra esoterismo! O impacto é tal, que à partida a concepção é de que é algo de mau e impuro! Quem se atreve pois a trilhar tal aventura, transportará consigo para sempre o conceito de estranho, causando o pânico, incompreensão, incredulidade e descontentamento de todos e por todos. É se pois temido e não compreendido! O desconhecimento e “lavagens ao cérebro” compostas por programações milenárias que passam de geração em geração, de avó para neto, de pai para filho, de amigo para amigo atinge assim toda uma sociedade, um mundo, uma época impregnada de ideias preconcebidas que muitas vezes não nos deixam ver e ouvir mais longe, não nos deixam pensar livremente só por nós... não nos deixam ir mais além... e para isso paga-se um preço infinitamente alto: o de sermos nós próprios!

Quem afinal serão os insanos? Os que falam do sol, seguem-se pelas regras da natureza, falam a linguagem dos cristais, das cores, os que querem compreender a natureza, a vida e saboreá-la até ao tutano com paz, sabedoria e harmonia? Ou quem vive em permanente atropelo, desassossego, discussão e conflito com a vida?

Quanto ao Reiki, sendo um trabalho de energia e uma terapia praticada pelo ser humano, torna-se bastante esclarecedor que é uma mais valia para o nosso próprio crescimento espiritual e consequentemente pessoal

Se, antes, pretendemos Meditar, é no silêncio de cada um de nós, contemplando-nos sem falsas modéstias, respeitando-nos, conhecendo-nos e caminhando sólida e tranquilamente em frente, que é possível amarmo-nos livremente e sem preconceitos.

Há também “o estar em harmonia com as forças positivas da terra”, em que actuando o Feng Shui com toda a sua grandeza e sem superstições, a liberdade é imensa, flutuante e esvoaçante tal como uma bela borboleta....

E quanto à missão? E reencarnação, então? Serão consequências da evolução do nosso espírito? Ou um corrigir de acontecimentos passados em outras vidas? Segunda oportunidade? Coisas incríveis sem dúvida, que mesmo o senso comum e até os mais incrédulos, dão a mão à palmatória, gracejando – “que há coisas inexplicáveis há”. Afinal, da mesma maneira que se acredita numa divindade inacessível, porque não se há-de prestar atenção à nossa própria essência? Termos passado por cá ou não é uma hipótese, mas que não existem coincidências não existem! E isso, sim… é uma certeza incontestável!

Pensem pois, sobre tudo isto! Decerto compreenderão que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos...

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Nestas crónicas do “ver e sentir”, pretendo indiscutivelmente chamar a atenção para formas diferentes de viver, sentir e estar na vida! E… tenho a certeza que adivinharam …este artigo, é mesmo o primeiro de vários!

Neste contexto e nesta primeira abordagem, passo a explicar sinteticamente orientações e linhas condutores futuras. Leiam pois com atenção e muita concentração! Pensem, repensem e tirem conclusões, pensamentos…

Afinal…Não só é a cor da pele, diferentes religiões e credos que origina “distúrbios”, “confusões” e “perseguições”. O simples facto de “estar e olhar para a vida” de modo alternativo, pode e é vulgar criar preconceitos obstinados e de compreensão errónea. Os que optam pela busca espiritual, a consolidam e tecem a vida à sua volta, fazem sem dúvida parte integrante desse grupo.

Não são melhores nem piores! Apenas diferentes! E na senda da diferença, há que ter presente vivências complicadas, adversas e sofridas, que permite o olhar para outras realidades: a do espírito e a da alma.

Juntando o que sabe com o que sente, a coerência de “um salto” num mundo “mágico” revela também uma maior maturidade para soltar as “amarras” de um passado por demais cristalizado e com prazo fora de validade. O Reiki, Meditação, Feng Shui, vegetarianismo são apenas alguns alicerces dessa “magia” impregnada por cheiros e experiências vibrantes presentes em quase todas as áreas da vida.

Depois...

Consciente de uma incontestável dimensão com horizontes distintos, não há que admirar que haja quem medite, em vez de jogar à bola... ou simplesmente contemple o sol enquanto outros discutem...

Enfim! O melhor mesmo é não se fazerem julgamentos...