Ainda percorrendo a senda da diferença e de mudanças iniciada na crónica anterior, pensemos hoje em alguns aspectos da nossa vivência: o emprego, a alimentação, os amigos, a família e os pais.
Se mudamos de emprego ou o perdemos, o pânico instala-se. Não queremos saber se será um sinal para crescermos, para nos compreendermos ou para nos percebermos se a nossa escolha terá sido a melhor.
Se mudámos o nosso regime normal para o vegetarianismo, o apanágio de grilo aparece e o desconhecimento baila em nosso redor. Gostos alteram-se, bem como princípios e valores baseados e assentes agora na natureza e seus ensinamentos e ideais, nem que seja “manter os bichos vivinhos da costa”. Afinal, talvez não interesse perceber que essa mudança pode revelar maior crescimento espiritual e que puros princípios humanistas se estão a elevar.
Se o nosso relacionamento com os amigos é diferente, tendo ficado para trás muitos deles, em vez de revoltarmo-nos, o melhor mesmo é deixarmos que “eles” se vão, simplesmente porque o seu tempo de permanência connosco chegou ao término. Lembrem-se sempre que não é forçoso que todas as pessoas que passaram nas nossas vidas tenham de nos acompanhar até ao fim dos vossos dias. Cada um teve um papel importante, e se insistirmos fervorosa e sofregamente na “perda de amigos”, não chegaremos a perceber que “a madeira velha é para abater”...e quem sabe?...se não terá chegado altura para darmos espaço para outras e novas amizades? Afinal, para uma melhor compreensão desta situação, basta olhar uma árvore que no Outono perde as suas folhas, mas na Primavera seguinte, novas, frescas e verdes folhas tornam a brotar! Mais uma vez, a natureza é sábia!
Se a família deixou de nos compreender, talvez o nosso caminho seja diferente do deles, ou simplesmente o crescimento que eles quiseram atingir esteja estabelecido. Ao resistirem à mudança, não percebem que o seu intelecto não pretende evoluir mais e muito menos discernir que o dos outros podem ter essa necessidade premente e urgente!
Se o relacionamento com os pais é explosivo, tenham calma! Pertencem a outra geração e as preocupações são sempre inerentes à segurança dos filhos.
Batalhem pois pelo vosso lugar, pelas vossas necessidades e confiem naquilo que querem, pois é a força mais universal de se poder ser feliz de forma mais plena. Depois... ninguém disse que as mudanças eram fáceis! Podem sim, tornarem-se mais vantajosas e isso só compete a cada um de nós visualizar e perceber isso... A este propósito, Louise L’Hay refere no seu livro “Pode curar a sua vida”, conselhos precisos e sábios: “Eu sou o poder no meu mundo. Eu fluo o melhor que posso com as mudanças que ocorrem na minha vida. Eu aprovo-me a mim mesma e a forma como eu estou a mudar. Estou a fazer o melhor que posso. Cada dia é mais fácil. Alegro-me por estar no ritmo e no fluxo da minha vida sempre em mutação. Hoje é um dia maravilhoso. Escolho fazê-lo assim. Tudo vai bem na minha vida”
Não se esqueçam, pois, de pensarem nisto carinhosamente e de ter a certeza que o melhor mesmo é não se fazerem julgamentos...

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