terça-feira, 30 de outubro de 2007

III

Hoje, nesta crónica, vamos “aflorar” questões inerentes ao “bem viver”, à “vida” com alma e espírito!

Iniciemos com o nosso quer, o nosso desejo, a nossa libertação, o viver melhor e em maior abundância de felicidade, primeiro connosco, e depois... é só esperar para irradiar à nossa volta, para os outros, para a sociedade, para o mundo...

Depois,...apercebendo-nos de que a alma é o que sente e que o espírito o que sabe. Com essa consciência presente em cada um de nós, libertem-se... e vivam intensamente cada minutinho que a vida presenteia cada um de nós. Quanto ao viver,... bem..., é de facto a questão talvez mais importante de todas. A consciência de como se vive, porquê é que se vive e com quem, são talvez os trunfos mais importantes para nos sentirmos bem connosco próprios, estáveis, pacientes e sabedores.

Deste miúda que me lembro de ouvir várias achegas populistas, que consoante o momento serviam ou deviam servir para perceber a razão da lógica de se viver. “ A vida nem sempre é o que nós queremos”; “dá tempo ao tempo”; “o que é teu à tua mão vem parar”, são bem o exemplo desses apanágios. Depois,... Rapidamente percebi que para ser de facto verosímil, tinha de acreditar no que dizia. E o tempo? … Esse passou e continuou a passar! Até que… comecei a duvidar, questionar e sem confiar! E aí… depressa me apercebi que “tinha de ver para crer”.

Sei bem que isto não é apenas comum a mim, mas a dezenas de milhares de pessoas. A viagem ao interior de qualquer ser humano, é pois decerto, penosa e pode bem demorar mais tempo do que se pretendia, mas é sem dúvida preciosa para a compreensão da vida com um aproveitamento positivo e uma amplitude maximizada. Também é a única que dá sentido e enche em plenitude as achegas populistas referidas. Se a vida nem sempre é o que queremos, se calhar, é porque podemos ainda não termos descoberto o que melhor se encaixa a nós, ou simplesmente porque ainda não chegou a altura certa... mas talvez apenas a altura de experiências para mais tarde chegarmos lá mais fortes e bonitos. E é aqui que “dar tempo ao tempo” pode ser uma prova penosa e inultrapassável. Cansados de penar, sofrer, pouca realização e alienados pela “depressa” da “busca da felicidade”, um instante só, um passo mais apressado, um passo mais descontrolado…E tudo pode ficar vetado, bloqueado, … causando retrocessos inimagináveis… causando retrocessos complicados! Sem entender, o que “é teu, à tua mão vem parar”, revoltas podem surgir. Não entendem que calma, paz, harmonia são indispensáveis... não entendem que o que se é hoje, é o acumular dos actos do passado...

Tentem pois lembrar-se que se não têm certeza de como actuar; do que fazer e de como deixarem de se sentir encurralados, não desesperem! Pensem que talvez não tenha mesmo chegado a altura certa de agir, ou então reflictam muito e bem! Não tenham medo de escutar a vossa voz, a voz do vosso interior, aquela que guia sem nunca nos enganar, a voz da centena divina de cada um de nós...

E depois..., não se esqueçam de ficar sempre acompanhados com a certeza que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos...

sábado, 6 de outubro de 2007

II

Feita a introdução desta crónica no número anterior, alinhem as vossas sensibilidades e libertem-se de receios no despertar de novos caminhos, mundos e realidades.

Comecemos por pensar no que geralmente a palavra “esoterismo” causa às pessoas: - Histeria? Fraseado estranho? Medo? Ou desconhecimento profundo? Se nos lembrarmos das concepções banais de que o esoterismo é o ensino ou doutrina reservada a discípulos e iniciados, depressa nos ocorre que é sinónimo de ocultismo, aplicado à magia e artes divinatórias. É pois verdade! A sociedade tem tudo preparado, até na própria concepção do significado da palavra esoterismo! O impacto é tal, que à partida a concepção é de que é algo de mau e impuro! Quem se atreve pois a trilhar tal aventura, transportará consigo para sempre o conceito de estranho, causando o pânico, incompreensão, incredulidade e descontentamento de todos e por todos. É se pois temido e não compreendido! O desconhecimento e “lavagens ao cérebro” compostas por programações milenárias que passam de geração em geração, de avó para neto, de pai para filho, de amigo para amigo atinge assim toda uma sociedade, um mundo, uma época impregnada de ideias preconcebidas que muitas vezes não nos deixam ver e ouvir mais longe, não nos deixam pensar livremente só por nós... não nos deixam ir mais além... e para isso paga-se um preço infinitamente alto: o de sermos nós próprios!

Quem afinal serão os insanos? Os que falam do sol, seguem-se pelas regras da natureza, falam a linguagem dos cristais, das cores, os que querem compreender a natureza, a vida e saboreá-la até ao tutano com paz, sabedoria e harmonia? Ou quem vive em permanente atropelo, desassossego, discussão e conflito com a vida?

Quanto ao Reiki, sendo um trabalho de energia e uma terapia praticada pelo ser humano, torna-se bastante esclarecedor que é uma mais valia para o nosso próprio crescimento espiritual e consequentemente pessoal

Se, antes, pretendemos Meditar, é no silêncio de cada um de nós, contemplando-nos sem falsas modéstias, respeitando-nos, conhecendo-nos e caminhando sólida e tranquilamente em frente, que é possível amarmo-nos livremente e sem preconceitos.

Há também “o estar em harmonia com as forças positivas da terra”, em que actuando o Feng Shui com toda a sua grandeza e sem superstições, a liberdade é imensa, flutuante e esvoaçante tal como uma bela borboleta....

E quanto à missão? E reencarnação, então? Serão consequências da evolução do nosso espírito? Ou um corrigir de acontecimentos passados em outras vidas? Segunda oportunidade? Coisas incríveis sem dúvida, que mesmo o senso comum e até os mais incrédulos, dão a mão à palmatória, gracejando – “que há coisas inexplicáveis há”. Afinal, da mesma maneira que se acredita numa divindade inacessível, porque não se há-de prestar atenção à nossa própria essência? Termos passado por cá ou não é uma hipótese, mas que não existem coincidências não existem! E isso, sim… é uma certeza incontestável!

Pensem pois, sobre tudo isto! Decerto compreenderão que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos...