Hoje, nesta crónica, vamos “aflorar” questões inerentes ao “bem viver”, à “vida” com alma e espírito!
Iniciemos com o nosso quer, o nosso desejo, a nossa libertação, o viver melhor e em maior abundância de felicidade, primeiro connosco, e depois... é só esperar para irradiar à nossa volta, para os outros, para a sociedade, para o mundo...
Depois,...apercebendo-nos de que a alma é o que sente e que o espírito o que sabe. Com essa consciência presente em cada um de nós, libertem-se... e vivam intensamente cada minutinho que a vida presenteia cada um de nós. Quanto ao viver,... bem..., é de facto a questão talvez mais importante de todas. A consciência de como se vive, porquê é que se vive e com quem, são talvez os trunfos mais importantes para nos sentirmos bem connosco próprios, estáveis, pacientes e sabedores.
Deste miúda que me lembro de ouvir várias achegas populistas, que consoante o momento serviam ou deviam servir para perceber a razão da lógica de se viver. “ A vida nem sempre é o que nós queremos”; “dá tempo ao tempo”; “o que é teu à tua mão vem parar”, são bem o exemplo desses apanágios. Depois,... Rapidamente percebi que para ser de facto verosímil, tinha de acreditar no que dizia. E o tempo? … Esse passou e continuou a passar! Até que… comecei a duvidar, questionar e sem confiar! E aí… depressa me apercebi que “tinha de ver para crer”.
Sei bem que isto não é apenas comum a mim, mas a dezenas de milhares de pessoas. A viagem ao interior de qualquer ser humano, é pois decerto, penosa e pode bem demorar mais tempo do que se pretendia, mas é sem dúvida preciosa para a compreensão da vida com um aproveitamento positivo e uma amplitude maximizada. Também é a única que dá sentido e enche em plenitude as achegas populistas referidas. Se a vida nem sempre é o que queremos, se calhar, é porque podemos ainda não termos descoberto o que melhor se encaixa a nós, ou simplesmente porque ainda não chegou a altura certa... mas talvez apenas a altura de experiências para mais tarde chegarmos lá mais fortes e bonitos. E é aqui que “dar tempo ao tempo” pode ser uma prova penosa e inultrapassável. Cansados de penar, sofrer, pouca realização e alienados pela “depressa” da “busca da felicidade”, um instante só, um passo mais apressado, um passo mais descontrolado…E tudo pode ficar vetado, bloqueado, … causando retrocessos inimagináveis… causando retrocessos complicados! Sem entender, o que “é teu, à tua mão vem parar”, revoltas podem surgir. Não entendem que calma, paz, harmonia são indispensáveis... não entendem que o que se é hoje, é o acumular dos actos do passado...
Tentem pois lembrar-se que se não têm certeza de como actuar; do que fazer e de como deixarem de se sentir encurralados, não desesperem! Pensem que talvez não tenha mesmo chegado a altura certa de agir, ou então reflictam muito e bem! Não tenham medo de escutar a vossa voz, a voz do vosso interior, aquela que guia sem nunca nos enganar, a voz da centena divina de cada um de nós...
E depois..., não se esqueçam de ficar sempre acompanhados com a certeza que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos...
