sábado, 6 de outubro de 2007

II

Feita a introdução desta crónica no número anterior, alinhem as vossas sensibilidades e libertem-se de receios no despertar de novos caminhos, mundos e realidades.

Comecemos por pensar no que geralmente a palavra “esoterismo” causa às pessoas: - Histeria? Fraseado estranho? Medo? Ou desconhecimento profundo? Se nos lembrarmos das concepções banais de que o esoterismo é o ensino ou doutrina reservada a discípulos e iniciados, depressa nos ocorre que é sinónimo de ocultismo, aplicado à magia e artes divinatórias. É pois verdade! A sociedade tem tudo preparado, até na própria concepção do significado da palavra esoterismo! O impacto é tal, que à partida a concepção é de que é algo de mau e impuro! Quem se atreve pois a trilhar tal aventura, transportará consigo para sempre o conceito de estranho, causando o pânico, incompreensão, incredulidade e descontentamento de todos e por todos. É se pois temido e não compreendido! O desconhecimento e “lavagens ao cérebro” compostas por programações milenárias que passam de geração em geração, de avó para neto, de pai para filho, de amigo para amigo atinge assim toda uma sociedade, um mundo, uma época impregnada de ideias preconcebidas que muitas vezes não nos deixam ver e ouvir mais longe, não nos deixam pensar livremente só por nós... não nos deixam ir mais além... e para isso paga-se um preço infinitamente alto: o de sermos nós próprios!

Quem afinal serão os insanos? Os que falam do sol, seguem-se pelas regras da natureza, falam a linguagem dos cristais, das cores, os que querem compreender a natureza, a vida e saboreá-la até ao tutano com paz, sabedoria e harmonia? Ou quem vive em permanente atropelo, desassossego, discussão e conflito com a vida?

Quanto ao Reiki, sendo um trabalho de energia e uma terapia praticada pelo ser humano, torna-se bastante esclarecedor que é uma mais valia para o nosso próprio crescimento espiritual e consequentemente pessoal

Se, antes, pretendemos Meditar, é no silêncio de cada um de nós, contemplando-nos sem falsas modéstias, respeitando-nos, conhecendo-nos e caminhando sólida e tranquilamente em frente, que é possível amarmo-nos livremente e sem preconceitos.

Há também “o estar em harmonia com as forças positivas da terra”, em que actuando o Feng Shui com toda a sua grandeza e sem superstições, a liberdade é imensa, flutuante e esvoaçante tal como uma bela borboleta....

E quanto à missão? E reencarnação, então? Serão consequências da evolução do nosso espírito? Ou um corrigir de acontecimentos passados em outras vidas? Segunda oportunidade? Coisas incríveis sem dúvida, que mesmo o senso comum e até os mais incrédulos, dão a mão à palmatória, gracejando – “que há coisas inexplicáveis há”. Afinal, da mesma maneira que se acredita numa divindade inacessível, porque não se há-de prestar atenção à nossa própria essência? Termos passado por cá ou não é uma hipótese, mas que não existem coincidências não existem! E isso, sim… é uma certeza incontestável!

Pensem pois, sobre tudo isto! Decerto compreenderão que o melhor é mesmo não se fazerem julgamentos...

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